Santiago do Chile – 4º e último dia

Viagem realizada em abril/2017

Após voltar da Ilha de Páscoa, ainda ficamos mais um dia em Santiago. Na primeira parte de nossa estadia, nos hospedamos em um apartamento localizado no bairro Lastarria/Centro. Para o último dia reservei um hotel localizado na região de Providência, bairro Los Leones.

O Hotel Piso 3 era um dos mais baratos do Booking quando fiz a pesquisa. Nós gostamos do hotel. Limpo, tem café da manhã incluso e é super bem localizado, a 5 minutos à pé da estação de metrô Tobalaba e do shopping Costanera Center.

O quarto era simples e espaçoso, na verdade parecia que eram dois, pois as camas ficavam em ambientes separados (quando fiz a reserva não havia mais opção de cama de casal). Havia duas TVs e frigobar.

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Também havia uma mesinha, pois o café da manhã é entregue no quarto.

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Nós chegamos por volta das 22h, então apenas deixamos as malas no quarto e saímos para procurar algum lugar para jantar. Encontramos uma pizzaria perto do hotel, comemos e logo voltamos, pois estávamos cansados e o dia seguinte seria longo! 🙂

Acordamos cedinho e recebemos nosso café da manhã. Nesse hotel é possível agendar previamente o horário que deseja recebê-lo. Nós marcamos para às 7h, primeiro horário.

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Os pães vinham quentinhos…

Reservamos o último dia para ir visitar duas vinícolas, a Concha y Toro e a Santa Rita. Mas como ainda tínhamos um tempo, fomos dar uma volta pelo bairro.

Providência é uma das regiões nobres de Santiago. As ruas são muito bonitas, arborizadas e bem cuidadas. Embora tenha diárias mais caras, grande parte dos turistas prefere se hospedar nesta área, devido a maior opção de restaurantes e vida noturna mais agitada que no centro, por exemplo.

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A estação Tobalaba ficava bem pertinho do hotel, uma maravilha!

Depois de caminhar um pouco pelo bairro, seguimos até a estação Tobalaba para ir à primeira vinícola.

“Si a Chile vino y no tomó vino…  ¿A qué vino?”

O Chile se encontra na lista dos melhores produtores de vinho do mundo. Estando em Santiago e claro, dependendo de seu tempo, é possível conhecer várias vinícolas. Em um passeio bate e volta utilizando transporte público nós conseguimos visitar duas delas, uma pela manhã e outra à tarde. Uma dica que li e também recomendo é levar agasalho, pois as adegas das vinícolas são mantidas em baixas temperaturas.

Vinícola Concha y Toro

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A Concha y Toro é uma das vinícolas mais visitadas, pois está localizada bem próximo a Santiago e tem fácil acesso. Seus vinhos são conhecidos mundialmente, sendo o Casillero del Diablo, o mais famoso. É um dos que mais consumimos, então não poderíamos deixar de conhecer esta vinícola.

Dois tipos de tours são oferecidos aos turistas, o Tour Tradicional e o Tour Marques de Casa Concha. O percurso realizado é o mesmo para ambas as opções, a diferença está na degustação. No Tradicional são feitas duas degustações, já o Marques de Casa Concha conta com quatro degustações do vinho Super Premium Marques de Casa Concha, de diferentes variedades de uvas + harmonização com queijos finos. As reservas são feitas no próprio site da vinícola, com pelo menos um dia de antecedência. Há opções de visitas guiadas em português, espanhol e inglês, em diversos horários.

Nós escolhemos o Tour Tradicional, mais comum, com cerca de 1 hora de duração.

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Estacionamento interno da vinícola Concha y Toro

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Caminho que leva ao local do tour.

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Nós optamos pela visita guiada em português. Achávamos que seria conduzida por um brasileiro, mas o guia era um simpático e divertido chileno que falava “portunhol”… rs. Sem problemas, deu para entender tudo. Em nosso grupo havia poucas pessoas.

Na primeira parte do passeio percorremos uma área do belíssimo jardim da família Concha y Toro, onde está localizada sua casa de veraneio. O guia nos conta um pouco sobre a história da vinícola, fundada por Don Melchor Concha y Toro.

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Pode-se entrar na propriedade e conhecer as instalações somente com guia.
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O jardim é imenso e bem cuidado.

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Casa de veraneio da família Concha y Toro.  Só é possível ver a parte externa.
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É enorme! Hoje em dia a casa abriga o setor administrativo da vinícola.
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O jardim possui diferentes espécies de árvores, até araucárias, viram na foto anterior?

Após mais algumas informações sobre a vinícola, o tour segue para o Jardim de Variedades, uma área criada para que os visitantes possam ver as videiras de pertinho. Ali há amostras de todas as variedades de uvas utilizadas na Concha y Toro, sendo permitido colher e experimentá-las.

No início do verão, as uvas ainda não estão maduras, mas os parreirais ficam bem verdinhos, embelezando ainda mais a paisagem. Elas começam a amadurecer em meados de fevereiro, sendo março e abril a época da colheita. No inverno as plantações ficam secas, sem folhas.

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Chegando ao Jardim de Variedades.
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Jardim de Variedades da Concha y Toro.

As videiras são conduzidas verticalmente para que possam receber raios solares suficientes para o seu desenvolvimento. O guia nos conta que as uvas devem ser pequeninas e muito doces. Para que atinjam maior concentração de açúcar, a plantação não deve ser muito irrigada, sendo utilizado o  sistema de gotejamento.

O Valle del Maipo, onde está localizada a Concha y Toro, abriga o maior número de vinícolas do Chile. Esta região é excelente para o cultivo de uvas, pois é quente, chove pouco e o solo arenoso não acumula água.

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As folhas já estavam ganhando o colorido do outono.

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Uvas pequeninas e docinhas.

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Depois de andar pelos parreirais provando as matérias primas direto do pé, partimos para a degustação do produto final! 🙂

Durante a primeira degustação, o guia nos mostra a maneira correta de segurar a taça e quais características básicas observar durante a avaliação de um vinho. Ele também dá algumas dicas de harmonização.

Ah! Todos ganham a taça utilizada de presente e uma caixinha laranja para guardá-la.

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O primeiro vinho degustado foi um Sauvignon Blanc Gran Reserva Serie Riberas

Na etapa seguinte do passeio, adentramos em um dos galpões e aprendemos um pouco sobre a importância dos barris e sua influência na qualidade dos vinhos.

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Na etapa de envelhecimento são utilizados barris de carvalho americano e francês.

A próxima parada foi na adega subterrânea Casillero del Diablo, de mesmo nome do vinho mais conhecido da Concha y Toro.

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O guia nos conta fatos interessantes sobre a antiga construção, como o uso de uma mistura de cal e claras de ovos para assentar os tijolos. E se alguém estava curioso para saber o porquê do sinistro nome “Casillero del Diablo”, a descoberta foi feita lá mesmo.

Somos deixados sozinhos na adega e de repente as luzes começam a piscar. Um filme é então projetado em uma das paredes e a história narrada com uma voz sombria…

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Atenção: Spoiler! rs

Don Melchor guardava seus melhores vinhos num local específico da adega (casillero), mas notou que alguns deles tinham sumido. Após averiguar os fatos, descobriu que estava sendo roubado por alguém das redondezas.

Então teve uma ideia! Inventou uma lenda de que sua adega era habitada pelo coisa ruim. A história se espalhou rapidamente e todos da comunidade ficaram bastante temorosos.

A tática utilizada por Don Melchor surtiu efeito: depois disso, mais nenhum vinho foi roubado.


 

Para finalizar a visita, fizemos a segunda degustação. Dessa vez, provamos um Cabernet Sauvignon.

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Antes de ir embora, aproveitamos para passar na loja que, além de vinhos, vende acessórios relacionados, livros e lembranças. Alguns vinhos estavam mais baratos que no supermercado. Também há um restaurante na vinícola.

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Wine Shop da Concha y Toro

Conclusão

Como muitos relatam, o tour da Concha y Toro não é mesmo muito aprofundado, cheio de detalhes e explicações sobre a produção e tudo mais. É de fato um passeio bem turístico, os guias explicam de forma fácil, para que mesmo aqueles que não sabem nada sobre vinhos, possam entender.

Como comentei no início, tínhamos muita curiosidade de conhecer a Concha y Toro, pois é uma das marcas de vinho que mais consumimos. Nós adoramos o tour, somado ao fato de nunca termos visitado uma vinícola, foi um passeio leve e agradável.

Para aprendermos mais sobre a parte técnica da produção, escolhemos a Viña Santa Rita, pois tinha lido que o tour era mais completo neste sentido.

Como chegar à Conha y Toro

É bem fácil chegar à vinícola por conta própria. De metrô, como nós fomos, a viagem levou quase uma hora a partir do centro de Santiago. Pegamos a linha 4 (azul escuro) sentido Plaza de Puente Alto e descemos na penúltima estação, Las Mercedes. O metrô estava super vazio e não foi cansativo, pois a maior parte do trajeto é feita externamente, assim podemos ir apreciando a paisagem.

Na estação Las Mercedes, pegamos a saída Av. Concha y Toro Poniente. De táxi até a vinícola são cerca de 10 minutos. Nós fomos de Metrobus (ônibus de cor azul clara), os números que passam na vinícola são o MB73, MB80 e MB81 (perguntamos em qual ponto eles passavam, pois não param no ponto ônibus coberto em frente à estação). O ônibus nos deixou na porta da vinícola.

Vinícola Santa Rita

Saímos da Concha y Toro e caminhamos para a direita até o ponto de ônibus. Aguardamos o Metrobus MB 81 (Alto Jahuel rumo Buin), que demorou um pouquinho para passar. O motorista nos deixou em frente à vinícola, localizada do lado esquerdo da avenida.

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O funcionário da portaria nos explicou o caminho e fomos andando até o local do tour. Li em alguns lugares que uma charrete levava os visitantes, mas acho que ela não estava funcionando no dia que nós fomos. Foi uma caminhada de 10 minutos sob o sol quente, mas valeu a pena, fomos curtindo a linda paisagem.

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Corredor arborizado localizado na entrada da vinícola.

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Durante o trajeto passamos ao lado dos extensos parreirais e notamos roseiras plantadas em frente às fileiras. Mais tarde, no tour, descobrimos que elas estão ali por um motivo específico.

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Vinhedo aos pés da Cordilheira dos Andes, coisa linda de se ver!

As roseiras servem como um “alarme” para os produtores. Na presença de pragas, elas acabam sendo atacadas antes que as videiras, uma vez que as rosas são mais sensíveis. Desta forma, pode-se tomar as medidas necessárias antes que as plantações sejam acometidas.

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As roseiras plantadas próximo aos parreirais têm sua função.

Quase chegando no local do tour, encontramos uma pequena plantação de oliveiras, as quais estavam carregadas. Nunca tínhamos visto azeitonas no pé.

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Lateral de um dos galpões da vinícola.
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Antigos espremedores de uvas e outros equipamentos ficam expostos na propriedade.

A vinícola Santa Rita conta com restaurante, café/lanchonete, loja e o Museo Andino. O restaurante e a loja estão localizados em um belo casarão colonial. O jardim de lavandas dá as boas vindas aos visitantes.

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Nós ainda não tínhamos almoçado, então resolvemos comer um lanche rápido no café da vinícola e depois fomos conhecer o Museo Andino, cuja entrada é gratuita.

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Museo Andino ao fundo.

O museu exibe 1800 peças de arte pré-colombiana, as quais pertenciam à coleção pessoal de Ricardo Claro, proprietário da vinícola Santa Rita, falecido em 2008. Infelizmente, não conseguimos ver todo o acervo, pois já estava quase na hora do nosso tour.

Fomos à bilheteria fazer o pagamento e ficamos aguardando todos chegarem.

A vinícola oferece diferentes tipos de tour, nós optamos pelo “Clássico”. A guia que nos conduziu foi a brasileira Maira, muito divertida e que conhece bastante sobre o assunto.

Começamos o passeio no pequeno jardim que reúne exemplares das variedades de uvas cultivadas na vinícola.  Lá ouvimos sobre a curiosa história da uva Carménère, a qual já foi considerada extinta, sendo redescoberta em 1994.

A variedade Carménère é originária de uma região francesa e foi destruída nos anos de 1880 por uma praga chamada Filoxera (causada por um inseto), a qual se espalhou, levando a quase um extermínio dos vinhedos da Europa. A Carménère foi uma das mais afetadas e seu difícil replantio fez com que os produtores desistissem da variedade.

Pensava-se que a Carménère havia sido extinta, mas em 1994, um pesquisador francês que estudava os vinhedos chilenos, fez uma descoberta espantosa: a Carménère estava viva no Chile, sendo cultivada por engano como se fosse a variedade Merlot! Embora sejam semelhantes, algumas características que facilmente as identificam não foram observadas pelos produtores. Quando jovem, a Carménère exibe uma tonalidade avermelhada no verso das folhas, já nas de Merlot, a coloração é branca. A Merlot também amadurece duas a três semanas mais cedo do que a Carménère e foi isto que intrigou o pesquisador e o levou à feliz descoberta.

Dizem que a Carménère chegou ao Chile com os colonizadores europeus, antes da praga, se adaptando muito bem às condições locais.

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Jardim de Variedades da vinícola Santa Rita

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Provamos as diferentes variedades de uvas.

A visita seguiu para os vinhedos, onde aprendemos sobre as características necessárias para o cultivo e uma boa safra e ali também nos foi permitido caminhar pelos parreirais experimentando mais uvas. Que delícia!

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Na vinícola Santa Rita aprendemos sobre cada etapa da produção de vinho com detalhes.

Após a colheita, as uvas são selecionadas, separadas de seus galhos e folhas seguindo para o esmagamento, processo que extrai o sumo dos frutos.

A fermentação ocorre em enormes reservatórios de aço inoxidável. Neste processo, o açúcar das uvas é convertido em álcool. A guia nos explica mais detalhes envolvidos até a etapa de envelhecimento.

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O envelhecimento do vinho é feito em barris de carvalho francês e americano. Durante este período, os aromas, sabores e cores se transformam, enriquecendo a bebida.

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Visitamos a histórica Bodega Cal y Canto, declarada Monumento Nacional. Foi construída por arquitetos franceses em 1880 e, assim como na adega da Concha y Toro, também foi utilizada uma mistura de cal e claras de ovos para assentar os tijolos.

Nesta adega subterrânea são envelhecidos os melhores vinhos da Santa Rita, como o Casa Real e o Medalla Real Cabernet Sauvignon.

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Entrada da Bodega Cal y Canto.
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Um terremoto ocorrido anos atrás destruiu parte da estrutura da adega. Algumas vigas foram reconstruídas em concreto.

Na vinícola Santa Rita são produzidas 60 milhões de garrafas por ano, sendo que 70% da produção é de Cabernet Sauvignon.

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Seu vinho mais famoso chama-se “120” e foi na Bodega de los 120 patriotas que conhecemos a história por trás desse nome.

Durante a independência do Chile, a antiga proprietária Doña Paula acolheu 120 soldados que lutavam contra as forças da Coroa Espanhola. Escondidos no local que hoje funciona uma das adegas da vinícola, os soldados foram alimentados e tiveram seus ferimentos cuidados por Doña Paula.

O vinho 120 é uma homenagem aos soldados chilenos e à corajosa Doña Paula. A história é contada durante a exibição de um vídeo.

Para finalizar o tour, fizemos 3 degustações (1 vinho branco e 2 tintos) muito bacanas. Junto com a guia vamos analisando o vinho na taça, observando suas características, aprendendo termos técnicos e depois tentando identificar as notas presentes em cada um dos vinhos.

Ah! Também ganhamos as taças de presente!

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Antes de ir embora passamos na loja da vinícola que também vende azeites e outros itens.

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Voltamos todo aquele trajeto à pé e perguntamos na portaria qual ônibus deveríamos pegar para voltar à estação.

Conclusão

Nós adoramos o tour! Recebemos muita informação interessante e detalhes sobre a produção de vinho, foi super bacana conhecer as instalações. A guia era bem animada e conhecia bastante sobre o assunto. Para quem deseja um tour com explicações mais aprofundadas, creio que a vinícola Santa Rita seja uma ótima opção.

Como chegar

Como comentei no início, nós fomos de metrobus a partir da Concha y Toro, no site há mais informações sobre traslados.

Vendimia – A festa da colheita das uvas

Nos meses de março e abril ocorre a vendimia, período em que as uvas são colhidas para a produção do vinho. Para comemorar, muitas regiões vinícolas realizam festas abertas ao público, onde é possível comprar e degustar vinhos, queijos, doces e comidas típicas.

Nessa época, algumas vinícolas incluem a etapa da colheita em seus tours, onde os visitantes podem acompanhar esse processo.

Clique aqui para saber mais sobre esta tradicional festa.

Costanera Center

A volta da vinícola foi tranquila, já era fim de tarde, mas ainda queríamos conhecer o famoso shopping Costanera Center. Descemos na estação Tobalaba e antes passamos rapidinho no hotel para deixar os vinhos e taças.

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Shopping Costanera Center visto do hotel onde estávamos hospedados.

Nós queríamos passar no supermercado Jumbo e também visitar o Sky Costanera, ambos presentes no shopping.

Primeiro passamos no supermercado. Como não tínhamos muito tempo, deixei o marido se divertindo na seção de vinhos e fui andar pelos corredores. Já tinha feito uma lista do que queria comprar para trazer ao Brasil, isso otimizou tempo e evitou gastos a mais… rs. Aproveitamos e compramos nossa janta também.

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Supermercado Jumbo do Costanera Center
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Setor de mariscos vivos

Compras feitas, colocamos tudo nas mochilas que tínhamos levado e seguimos à bilheteria do Sky Costanera, localizada no térreo. Por pouco não conseguimos comprar os tickets, pois apesar de funcionar até às 22h, a última subida do elevador que leva ao mirante é às 21h.

Sky Costanera

O mirante mais alto da América Latina está localizado a 300 metros de altura e oferece uma impressionante vista de 360° de Santiago.

Entramos no elevador que leva ao topo e em menos de 1 minuto já estávamos lá, super rápido. E realmente… a vista lá do alto é incrível, de suspirar! Como já era tarde, havia pouquíssimas pessoas. Estava um silêncio delicioso.

Dizem que o pôr do sol visto de lá também é fantástico.

Clique aqui para ver os preços e horário de funcionamento do Sky Costanera.

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Vista linda da cidade.
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Cerro San Cristóbal visto do Sky Costanera.

No local há ainda uma escada rolante que leva os visitantes a um andar superior. A vista é ainda mais ampla.

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Ficamos admirando as luzes da cidade até o mirante fechar. Quando saímos, as lojas do shopping já estavam fechando.

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No dia seguinte não foi possível fazer nada, só tomamos o café da manhã e já saímos para ir ao aeroporto. Novamente fizemos o traslado com o Sergio.

E assim terminou nossa estadia em Santiago. Nós adoramos a capital chilena, aproveitamos bastante e ainda fomos embora com um gostinho de “quero mais”!

Algumas recomendações antes de viajar

– Fique atento aos feriados irrenunciables do Chile. Nestes dias quase nenhum comércio funciona, até mesmo supermercados, farmácias e shopping centers, o que pode frustrar muitos turistas. Mas se a sua viagem coincidir com alguma dessas datas, aproveite para passear pelas ruas e parques, as quais estarão super tranquilas. Clique aqui para ver o calendário de feriados chilenos.

– Em vários locais que visitamos, fomos orientados a ficar muito atentos com bolsas e mochilas. Li que assaltos à mão armada não são muito frequentes, embora os índices tenham aumentado, mas há muitos batedores de carteira. O furto acontece principalmente nos metrôs, bares e restaurantes e até nos shoppings centers. Um pequeno descuido e seus pertences são levados num piscar de olhos. Nós não nos sentimos inseguros em nenhum local, mas é bom ficar atento e evitar andar à noite em lugares ermos.

– Como acontece em muitas cidades turísticas, há muitas queixas de golpes por parte dos taxistas de Santiago. Os mais comuns são adulteração do taxímetro e dar mais voltas que o necessário. Clique aqui para saber o valor aproximado de alguma corrida, bem como seu trajeto. O repasse de notas falsas, bem como a troca das mesmas por uma de menor valor no momento do pagamento também são frequentes. Um exemplo: você entrega uma nota de $10.000 e o taxista rapidamente a troca por uma nota de $1.000 dizendo que você se confundiu e deu a nota de menor valor. Este é um golpe muito comum em diversos países, a recomendação é falar em voz alta a quantia que está pagando, mostrando a nota. Nós não pegamos nenhum táxi em Santiago, fizemos tudo à pé + metrô (e metrobus para ir às vinícolas).

– Há muitas agências de turismo falsas em Santiago, é melhor pesquisar antes de  agendar algum passeio.

– Em casos de emergência, procure os carabineros (policiais) e/ou o Consulado do Brasil em Santiago, localizado na Calle Los Militares, 6191, Las Condes (Linha vermelha do metrô – Estação Manquehue) | Telefone: (+56) 22820-5800.


Para ver mais posts sobre a capital chilena, clique nos links abaixo:

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