Santiago do Chile – 2º dia. Parque Yerba Loca

Viagem realizada em abril/2017


Para ler sobre nosso primeiro dia em Santiago, clique aqui!


 

No segundo dia de viagem fomos conhecer um parque localizado a cerca de 1h de carro do centro de Santiago.

Nós adoramos fazer trilhas, estar em contato com a natureza, então pesquisei algumas opções próximas. Tinha lido sobre o Monumento Nacional El Morado, localizado em San José de Maipo, e gostei muito. Porém, o mesmo encontrava-se fechado por conta de deslizamentos de pedras ocorridos em fevereiro.

Continuei pesquisando e encontrei o Parque Cordillera Yerba Loca, conhecido como Santuário da Natureza. Está localizado no caminho que leva a Farellones (estação de esqui), muito percorrido na época de neve. Este trajeto é cheio de curvas sinuosas, as quais são numeradas. O parque se encontra na curva 15.

Nós já tínhamos combinado previamente o traslado com o Sergio, mas houve um imprevisto e ele não pode nos levar e nem buscar. Então, ele enviou um amigo dele de confiança, que também trabalha com tours, para nos levar. Foi tudo ótimo, tanto na ida quanto na volta.

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Muitas curvas sinuosas no caminho que leva ao Parque Yerba Loca.

Chegamos no parque por volta das 9h e estava muuuuito frio, cerca de 10ºC. Nós assinamos um livro de registro e o funcionário nos explicou as trilhas existentes no parque.

Há 5 trilhas, sendo que uma delas termina na base do Glaciar La Paloma, mas é bem longa, são cerca de 8 horas de trilha.

É permitido acampar no local, há áreas de camping próximo ao início das trilhas (conhecido como Villa Paulina) e também numa região mais afastada, para aqueles que desejam fazer o trekking até o glaciar La Paloma.

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Mapa do Parque Yerba Loca e suas trilhas.

Da portaria até a Villa Paulina (área de camping) são 4,2 km de estrada de terra. Se você for com carro alugado, poderá entrar e estacionar próximo ao início das trilhas. Como nós fomos de “táxi”, já sabíamos que teríamos que caminhar tudo isso. Contudo, nós tivemos muita sorte, pois depois de uns 20 minutos de andança, uma funcionária do parque passou e nos deu carona! 🙂

Chegando na Villa Paulina, nós decidimos seguir a trilha que leva ao Glaciar La Paloma. Sabíamos que não teríamos tempo de chegar até lá e voltar, mas a paisagem parecia ser muito bonita, então combinamos de caminhar até onde fosse possível.

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Placas nas trilhas indicam a direção.

Era dia de semana, então o parque estava bem vazio. Encontramos somente algumas pessoas no início da caminhada, depois éramos somente nós e a natureza. Que delícia!

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Encontramos um cavalo durante a trilha e lembrei do nome do parque. Li em algum lugar que os cavalos, ao comer uma determinada erva presente no parque, começam a apresentar reações esquisitas, ficando “doidos” por um momento… por isso chama-se Yerba Loca.

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Esse amigo parecia estar normal… rs
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A trilha passa por vales, você se sente minúsculo perto dessas enormes montanhas.

Depois de caminhar algum tempo encontramos o lindo riacho que corta o parque e fomos vê-lo de pertinho. A esta altura já estava fazendo muito calor!

Água cristalina e geladíssima. Li em diversos sites que a água tem grande concentração de sulfatos, então não é aconselhável ingeri-la.

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Nós continuamos um pouco mais adiante e decidimos voltar, pois ficamos curiosos para conhecer as outras trilhas. Uma pena não termos tempo para continuar até a base do glaciar La Paloma, pois vi fotos e a paisagem é de fazer suspirar.

Paramos para comer o lanche que tínhamos levado e fomos em direção ao mirante mais próximo da área de camping, o Mirador del Aguila.

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Paisagem maravilhosa.
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Na trilha para o mirante, olhando para trás, tínhamos uma boa visão do Glaciar La Paloma ao fundo.
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Nós pensamos que o mirante fosse em algum ponto bem mais alto, mas logo chegamos.
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Vista do mirante.

Resolvemos continuar a trilha e vimos um caminho morro abaixo, onde passava um outro riacho. Curiosos que somos, seguimos em frente…

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Descida continuando a trilha.
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Chegando lá embaixo passamos por essa pequena ponte e fomos caminhando ao lado do riacho.

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Trajeto que percorremos na descida.

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Depois que saímos dessa trilha vimos outra próxima dali, a que leva ao Refugio Alemán. Esta tem duração de 4,5h aproximadamente. Não teríamos tempo de fazer todo o percurso, mas caminhamos uma parte só para ver a paisagem e curtir mais um pouco do parque.

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Placa com informações sobre a trilha que leva ao Refugio Alemán.
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Caminhando…
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Estradinha que percorremos ao fundo…

Não fomos nem até a metade do percurso e tivemos que voltar, pois ainda tínhamos uma longa caminhada de 4,2km até a portaria do parque.

Antes de ir embora fomos passear ao redor da área de camping. Vimos muitas mesas de madeira espalhadas por ali, além de churrasqueiras. Aproveitamos para descansar um pouco na sombra.

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O chão estava repleto de folhas amareladas do outono.
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Ali atrás passava o riacho que nós vimos durante a primeira trilha.

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Adoramos o parque, queríamos conhecer um pouquinho das belezas naturais do Chile e esta foi uma ótima opção para nós. Os santiaguinos são sortudos por terem um parque com natureza preservada tão pertinho da cidade.

Quando chegamos na portaria o motorista já estava nos esperando (tínhamos combinado o horário de volta).

Parque Cordillera Yerba Loca

Preços e horários: Acesse o site para obter informações atualizadas. Não aceita cartão de crédito.

Como chegar: Caminho a Farellones, curva 15.

Dicas: Levar bastante água, lanches (não há lanchonete), boné/chapéu, óculos de sol e protetor solar, pois durante as trilhas quase não há sombra.


Mais lugares para curtir a natureza próximos à Santiago

 

Embalse el Yeso

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Embalse el Yeso no verão. Foto de Mario GradeCC BY 2.0
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Embalse el Yeso no fim do inverno. Foto de Christian Córdova | CC BY 2.0

Com um cenário de fazer cair o queixo, o Embalse el Yeso é um reservatório de água que se origina na Cordilheira dos Andes. Pode armazenar até 250.000.000 mde água e é a principal fonte de água potável de Santiago.

O que fazer: este é um passeio de contemplação, normalmente os visitantes vão com agências de turismo, cujo passeio é acompanhado de queijos e vinhos. Prepare-se, pois os preços são bem salgadinhos.

Como ir: Está localizado no Cajón del Maipo a 73 km de distância da capital chilena. Não há transporte público até o local. É recomendado usar veículo 4×4, pois a estrada não é asfaltada, com pedras. A partir do centro de Santiago, com trânsito bom, a viagem leva em torno de 1h30.

Monumento Nacional El Morado

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Foto de Renato Figueroa Ortega | CC BY-SA 2.0
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Foto de Renato Figueroa Ortega |  CC BY-SA 2.0

Também localizado na região de Cajón del Maipo, o enorme parque oferece paisagens incríveis, com rica fauna e flora. Este era o local que eu queria conhecer, mas estava fechado.

O que fazer: Trilha de baixa dificuldade. A trilha até o Glaciar San Francisco, ida e volta, tem 16 km e leva cerca de 6 horas para ser realizada. Os três primeiros quilômetros são de subida, mas depois o trajeto é plano. Os melhores meses para visitá-lo vão de outubro a maio, pois as temperaturas estarão mais agradáveis.

Taxa de entrada e horários: clique aqui para informações atualizadas, inclusive para saber se está funcionando. Acabei de acessar o site (julho/17) e vi que o parque continua fechado.

Como chegar: São 93 km do centro de Santiago, cerca de 2h30 de carro. Durante o verão, há transporte público até lá. Em Santiago, pegue a linha 5 azul (sentido Vicente Valdés) e desembarque na estação Bellavista de la Florida. Dentro da própria estação de metrô há um terminal de ônibus. Pegue o metrobus (micro-ônibus) MB-72. Li que este ônibus só parte uma vez ao dia, às 7h30, assim como há somente um horário para voltar a Santiago, no final da tarde. Veja aqui os dias de funcionamento desta linha MB-72.

A empresa privada Turismontaña faz o traslado aos fins de semana. O valor da Turismontaña em março/17 era de $9000 pesos chilenos (ida e volta/pessoa) e os assentos devem ser reservados previamente.

 

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