4º e 5º dia ~ Arashiyama, Osaka, Miyajima e Hiroshima

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A parte da manhã de nosso roteiro estava reservada para Arashiyama, um distrito rural de Kyoto com muitas belezas naturais.

Em Arashiyama, você pode aproveitar e pegar um trem cênico chamado Sagano Scenic (Sagano Torokko) até Kameoka. O trem vai margeando o rio Hozugawa, a paisagem é linda, com montanhas e a mata com sakuras. O percurso é de 7 km, cerca de 25 minutos.

Dicas:

  • compre o ticket só de ida: vá com o Torokko e retorne para Arashiyama no trem normal, já que o trem cênico faz o mesmo caminho de volta, ou seja, a paisagem é a mesma da ida.
  • saia cedo, ainda mais se for fim de semana na temporada de sakura e no outono, pois costuma encher e você terá que comprar os tickets e garantir o lugar que deseja no trem. Durante a semana talvez seja menos cheio.

Para pegar o trem cênico Sagano Torokko

Na Kyoto Station, pegue um trem da linha JR Sagano, também conhecida como JR Sanin Line, até a estação Saga-Arashiyama. O trajeto dura 15 minutos.

Na estação Saga-Arashiyama, procure pela estação anexa Saga Torokko Station, local em que partem os trens cênicos. É bem fácil, há placas indicando a direção.

Os tickets do Sagano Scenic Railway são adquiridos diretamente nesta estação (o JR Pass não é válido para este trem).

O trem é composto por quatro carros fechados (com janelas que podem ser abertas) e um carro totalmente aberto. Todos os assentos devem ser reservados na bilheteria da estação, durante a compra do ticket, mas eles também vendem tickets para ir em pé se todos os assentos estiverem cheios. Foi isso que aconteceu conosco.

Nós fomos num sábado e na época das cerejeiras e, mesmo chegando cedo na estação, já não havia mais assentos disponíveis, tivemos que ir em pé, mas foi proveitoso da mesma forma. A paisagem é linda!

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Parece até uma pintura, né?!
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Rio Hozugawa

O Rio Hozugawa é de grande importância histórica. Ele foi muito utilizado antigamente para transportar toras para a construção de muitos dos templos e castelos famosos de Kyoto e Osaka. Durante o Período Edo, o rio foi desobstruído para que os barcos que transportavam grãos, lenha, entre outras cargas, pudessem navegá-lo com segurança. Trens e caminhões acabaram tornando o transporte fluvial obsoleto e as operações cessaram após várias centenas de anos de uso.

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Chegamos na estação Torokko Kameoka e, ao invés de voltar com o trem cênico novamente, fomos em direção à estação Umahori (uns 5 minutos de caminhada) e então pegamos o trem da linha JR Sanin (JR Sagano Line), sentido Kyoto Station e descemos na estação de Arashiyama.

Uma outra opção para ir de Kameoka até Arashiyama é atravessando o rio Hozugawa em barcos de estilo tradicional, guiados por barqueiros que utilizam remos e varas de bambu. A travessia dura cerca de duas horas. Veja mais detalhes aqui.

Da estação fomos à pé direto para a Floresta de Bambu. São uns 10 minutos de caminhada. O lugar estava lotadooo! Como era fim de semana, tinha muitos turistas japoneses, além de nós, estrangeiros.

São quilômetros e quilômetros de bambus enormes dispostos em ambos os lados do caminho. É lindo mesmo e deve ser ainda mais bacana passear em um dia menos movimentado.

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Depois fomos para a Togetsukyo Bridge, uma famosa ponte, marca registrada de Arashiyama. Há muitas lojinhas e restaurantes ao redor. Também vimos muitas sakuras por lá.

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Arashiyama reserva muitas outras atrações como bonitos templos e o Monkey Park Iwatayama, um local onde mais de cem macacos andam livremente.

Clique aqui para ver uma opção de roteiro de meio dia em Arashiyama, ou aqui para um dia inteiro. Creio que um dia inteiro seja melhor para conhecer as atrações com calma.

Infelizmente, nós só tínhamos metade do dia, mas deu para aproveitar e conhecer um pouquinho do local.

Depois de Arashiyama voltamos para a Kyoto Station para então seguir em direção à Osaka.

Trem para Osaka

De Kyoto Station à Osaka há algumas opções de trem para quem tem JR Pass:

  • Special Rapid Service: o trem vai até Osaka Station em 28 minutos, aproximadamente.
  • Shinkansen (JR Tokaido Shinkansen): o trem bala leva apenas 15 minutos, porém ele para na estação Shin-Osaka, que fica um pouco longe do centro. Em Shin-Osaka deve-se pegar outro trem até a Osaka Station.
  • JR limited express train: não são tão rápidos quanto o Special Rapid Service, mas costumam ser menos cheios. Há cerca de duas saídas desse trem por hora.

O JR Pass é válido para todas as opções acima. Nós optamos pelo Special Rapid Service que vai direto à Osaka Station.

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Special Rapid Service

Na cidade de Osaka nós queríamos visitar o Aquário Kaiyukan e o Osaka Castle.

O gigante Aquário Kaiyukan

Está localizado próximo à Osakako Station, na linha de metrô Chuo.

Para chegar lá nós pegamos a JR Line até a estação Bentecho e de lá pegamos a Chuo Line (JR Pass não é válido) até a Osakako Station (C11). Caminhamos cerca de 10 minutos até o aquário.

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O Kaiyukan é enorme, possui 15 tanques, cada um representando uma região específica do Círculo de Fogo do Pacífico. O tanque central tem nove metros de profundidade e abriga um tubarão-baleia, a principal atração do aquário.

O tour começa no 8º andar e vamos descendo em espiral em torno do tanque central. Alguns dos tanques se estendem por vários andares, tornando possível observar os animais de diferentes profundidades e perspectivas.

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Tubarão-baleia

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São 11.000 toneladas de água!

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Ambiente escuro para evidenciar a bioluminescência.

O Kaiyukan impressiona por sua estrutura e as diferentes espécies marinhas. Para quem curte aquários, vale o passeio. Veja mais informações aqui.

  • Horários: 10:00 às 20:00 (a partir de 9:30 em maio, outubro e meados de julho e agosto). Entrada permitida até às 19h.
  • Fechado: nos meses de janeiro, fevereiro e junho, o aquário fecha aproximadamente de 6 a 7 dias.
  • Taxas de entrada: 
  • Adultos: 2.300 ienes
    Idosos: (60 anos ou mais): 2.000 ienes. É necessário apresentação de documento público que comprove a data de nascimento, como passaporte.
    Crianças (4 a 6 anos): 600 ienes
    3 anos ou menos: gratuito

A próxima parada foi no Osaka Castle. Ficamos mais tempo do que o planejado no aquário e quase não conseguimos visitar o castelo, pois a entrada é até as 16h30.

Nós voltamos à Osakako Station (C11) na Chuo Line, continuamos na mesma linha e descemos na estação Morinomiya (C19). São 8 paradas até lá, 16 minutos.

Osaka Castle

Chegamos nos arredores do castelo e vimos muitas cerejeiras. A área do castelo é imensa, caminhamos cerca de 20 minutos até chegar lá.

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O Japão e seus detalhes…

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A história do Osaka Castle é bem conturbada. Toyotomi Hideyoshi, um poderoso senhor feudal que unificou o Japão, iniciou a construção do castelo em 1583. Ele queria um castelo que impressionasse tanto os visitantes, por sua beleza (vide os detalhes dourados), quanto os atacantes por sua formidável construção.

O castelo foi concluído em 1598, porém, nesse mesmo ano Hideyoshi falece, passando o castelo para o seu filho, Toyotomi Hideyori.

Algum tempo depois, houve uma batalha em que Tokugawa, pretendendo abrir caminho para chegar ao poder, atacou e derrotou os homens de Toyotomi. A batalha durou alguns anos e o castelo foi destruído.

Em 1620, Tokugawa começou a reconstruir o castelo, novas muralhas foram erguidas e ainda se mantém de pé, sem qualquer tipo de argamassa, as enormes pedras foram apenas encaixadas.

Cinco anos depois, a torre do castelo foi destruída em um incêndio, causado por um raio. Em 1868, grande parte do castelo foi queimado novamente durante os conflitos civis que rodearam a Restauração Meiji. Sob o governo Meiji, o castelo foi reconstruído e convertido em quartel para ao exército japonês de estilo ocidental, em rápida expansão.

Em 1995, o governo de Osaka iniciou um processo de restauração, devolvendo à torre principal o esplendor que apresentava durante o Período Edo.

O Castelo de Osaka é uma reprodução concreta (com a adição de elevadores para garantir a acessibilidade) do edifício original. Porém, seu interior foi transformado em museu, o qual conta a história do castelo e de Toyotomi Hideyoshi. No último andar há um observatório com bonitas vistas para a cidade.

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Vista para o Nishinomaru Garden a partir do observatório. Eles capricham mesmo na iluminação noturna durante a temporada das cerejeiras.

O Nishinomaru Garden faz parte do complexo do Osaka Castle e sua entrada é paga.

Eu queria muito seguir para lá após a visita ao castelo, mas meu pé direito estava extremamente dolorido, não estava nem conseguindo caminhar direito. Acho que algum tendão estava inflamado, então o jeito foi voltar ao hotel. Mas tudo bem, foi um dia muito bem aproveitado!

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Visita interna – Torre do Castelo

  • Horários: 9:00 às 17:00 (entrada até às 16:30)
  • Fechado: 28 de dezembro à 1º de janeiro
  • Taxa de entrada: 600 yen

Nishinomaru Garden

  • Horários: 9:00 às 17:00 (entrada até às 16:30 de novembro à fevereiro). Aberto até às 21:00 durante a temporada das cerejeiras
  • Fechado: segunda-feira (ou o dia seguinte se segunda for um feriado nacional) e Ano Novo
  • Taxa de entrada: 200 yen (350 yen no período noturno da temporada das cerejeiras)

A foto abaixo é dos meus pais, da viagem que fizeram ao Japão em julho/2013.

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Se fosse possível, gostaria de ter ficado pelo menos uns dois dias em Osaka, pois a cidade também tem muitos pontos turísticos bacanas:

  • Universal Studios Japan, um parque de diversão muito bonito, semelhante ao de Orlando, que oferece entretenimento para todas as idades. Veja opiniões e dicas aqui.
  • Umeda Sky Building, um prédio enorme (173 m de altura) de arquitetura futurística que conta com duas torres conectadas entre si pelo “Floating Garden Observatory” no 39º andar. O observatório possui um jardim, oferece lindas vistas de 360º para a cidade e possui um deck aberto. O assoalho tem pintura fosforescente e quando anoitece fica todo brilhante, iluminado. Vale à pena visitá-lo durante o pôr-do-sol.
  • O distrito de Minami (Namba) que tem uma agitada vida noturna e a famosa rua Dotonbori, repleta de lojas e restaurantes. À noite, os edifícios acendem suas centenas de luzes neon, um show à parte. É lá que estão localizados a enorme placa iluminada da  Glico Running Man e o imenso caranguejo – que se move – na fachada do restaurante Kani Doraku.
  • Na temporada das sakuras: Osaka também tem diversos lugares onde é possível apreciar as delicadas flores, clique aqui para ver os melhores locais.
  • Veja aqui outras atrações da cidade.

 

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Depois de uma boa massagem no pé feita pelo maridón, acordei melhor! Ainda bem, pois o dia seria de muita andança (again!).

Roteiro do dia: Miyajima e Hiroshima.

Conhecer os dois locais em um mesmo dia é um roteiro bem comum, pois Miyajima é uma pequena ilha localizada a menos de uma hora da cidade de Hiroshima.

Nós decidimos ir para Miyajima primeiro, pois tinha lido que as coisas fechavam cedo por lá.

Nossa primeira viagem de shinkansen: o dia em que pegamos o trem errado.

Nós estávamos super animados, pois finalmente pegaríamos o shinkansen (trem-bala). Chegamos na estação e o esperamos ansiosamente. Enfim chegou, entramos, nos ajeitamos, tiramos umas fotos, aí fiquei vendo o letreiro eletrônico, apareceram umas palavras em japonês e de repente a palavra NOZOMI. Arregalei meus “zóios” puxados ao passo que o coração disparou. A gente tinha entrado no trem errado. Pior, no trem que não poderíamos entrar, pois o JR Pass não é válido para essa categoria de shinkansen (ele é mais rápido, pois para em menos estações).

No mesmo momento falei pro marido pegar as coisas, pois tínhamos que vazar urgente dali, foi quando olhei para a porta e a vi fechando, tipo cena de filme “nããããão…”. “Estamos lascados”, pensei. Ficamos procurando algum funcionário, mas não vimos nenhum. Estava em pânico e, no auge do desespero, até cheguei a falar pro marido “vamos ser presos” (rsrs). O jeito foi esperar a sentença, digo, o conferente dos tickets passar, algo que pareceu uma eternidade.

Quando ele chegou, notei que não falava muito inglês, então mostrei o nosso JR Pass. Ele ficou visivelmente sem graça de nos dizer que o passe não servia para aquele trem, mas tentou nos explicar e ainda nos pediu desculpas! Fiquei mais envergonhada do que já estava, nos desculpamos várias vezes e perguntei como faríamos para pagar pela passagem, mas ele sorriu e disse que não tinha problema, que poderíamos descer na próxima estação. Ele ainda perguntou se estávamos indo para Hiroshima e foi pegar uma tabela de horários para nos mostrar quando sairia o próximo trem. Agradecemos muito e nos desculpamos novamente. Me senti péssima, pois eles são super corretos, não queria que ele pensasse que fizemos de propósito. Mas, pela cara de desespero que estávamos, ele deve ter percebido que só éramos dois turistas tapados mesmo… rsrs.

Enfim, descemos na estação de Okayama e ficamos aguardando o shinkansen Sakura, enquanto tentávamos entender como foi possível nos confundir de trem…

Mal sabíamos o que ainda estava por vir. Sim, teve mais emoções envolvendo o shinkansen nesse dia… rs. Conto mais no final do post.

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Plataforma da Okayama Station
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Aguardando o shinkansen. O segundo trecho foi bem mais tranquilo, conseguimos aproveitar e relaxar… rs. O interior do trem-bala parece um avião, mas é mais espaçoso e quase não balança. Por vezes passam funcionárias vendendo comida e bebida. Depois de percorrer todo o vagão com o carrinho de alimentos, antes de sair, elas se viram aos passageiros e agradecem, fazendo a tradicional reverência japonesa.

Um adendo de como deveríamos ter feito a partir de Kyoto:

Na Kyoto Station, pegar o Shinkansen Hikari até a estação Shin-Osaka (cerca de 15 minutos) e de lá pegar outro trem-bala, o Sakura até Hiroshima Station (aprox. 1h 22min). Parece que há trens Hikari diretos para Hiroshima, partindo de Kyoto, mas eles saem bem cedo.

Bem, chegamos na estação de Hiroshima e de lá pegamos um trem JR Sanyo Line, sentido Iwakuni, até Miyajimaguchi (cerca de 28 minutos). Desembarcamos nesta estação e fomos caminhando até o píer.

Lá você encontrará duas empresas operando os barcos (ferrys) entre Hiroshima e Miyajima. Como nós tínhamos o JR Pass, fomos para o terminal da JR, assim não precisamos pagar esse trajeto. São cerca de 10 minutos no ferry até a ilha.

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Quase chegando… já dava para ver o famoso Torii de Miyajima.

A encantadora Ilha Miyajima

A pequena ilha, um dos cenários mais belos do Japão, é considerada terra sagrada pelos japoneses.

Possui muitos atrativos, além das belezas naturais, um deles pode ser visto logo na chegada, o enorme torii que parece flutuar na água. Ele foi construído em 1875 e é o maior portal de madeira do mundo, com 16 metros de altura e 24 metros de largura. Na maré baixa, é possível caminhar até ele.

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Uma curiosidade: devido à crenças religiosas, não eram permitidos nascimentos ou óbitos na ilha, de forma a preservar a santidade do local. Assim, mulheres em vias de dar à luz eram transportadas ao continente, assim como o corpo do falecido. Os enlutados, antes de retornar à ilha, tinham que passar por um ritual de purificação.

Atualmente não existe mais essa “proibição”, no entanto, não se encontram maternidades ou cemitérios por lá.

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Pagoda Goju-no-to (5 andares).

Estávamos caminhando quando de repente vimos algo familiar:

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Uma excursão de brasileiros… rs.

Próximo ao torii flutuante, encontra-se o Santuário xintoísta de Itsukushima, cuja construção também parece flutuar na maré cheia. O visual é lindíssimo.

Itsukushima Shrine

O santuário foi construído em 1168 e é dedicado às três deusas xintoístas do mar (Ichikishima, Tagori e Tagitsu) que, segundo as superstições, habitam o interior do santuário. O complexo do santuário consiste em vários edifícios, incluindo um salão de oração, um salão principal e um palco de teatro noh, os quais são ligados por decks e apoiado por pilares ficando acima do mar.

  • Horários: 6:30 às 18:00 (o horário de fechamento depende da estação)
  • Aberto todos os dias
  • Taxas de entrada: 300 yen (500 yen se for visitar o Treasure Hall)

Se você deseja ver o santuário “flutuando” na água, confira neste site a tábua de marés e vá para a ilha baseado no horário em que a maré estiver cheia.

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Santuário Itsukushima, muito lindo!
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A maré já estava baixando.

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Depois do santuário, fomos passear pela ilha. As sakuras ainda estavam floridas tornando o cenário ainda mais encantador.

Ah, em Miyajima você também encontra veados soltos pelas ruas.

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Córrego de água limpinha.

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Havia várias lojinhas próximo a este canal. Compramos uma lanterninha linda para pendurar em casa.

Depois seguimos para uma estação de observação no alto de uma montanha. De lá pode-se chegar ao Monte Misen, o pico mais alto da ilha, a 500 metros acima do nível do mar. Em dias claros, oferece vistas espetaculares do Mar Interior de Seto e até mesmo da cidade de Hiroshima.

Se você curte algo mais aventureiro, há três trilhas que levam até o topo: a trilha Momijidani, a Daisho-in e a Omoto. Das três, a Daisho-in oferece as melhores vistas e não é tão íngreme como as outras. A Momijidani é a mais curta e a mais íngreme, o caminho é através da floresta. Qualquer uma das três trilhas leva de 1h30m a 2h até o cume.

*Uma boa opção para quem deseja explorar mais a ilha é pernoitar por lá. Existem hotéis e charmosos ryokans (hospedaria típica japonesa). Dizem que o visual noturno de Miyajima também é de fazer suspirar, já que o santuário e o torii flutuante ganham iluminação e tudo fica bem mais calmo. Fora o pôr do sol, né… ai ai.

Nós amamos uma trilha, mas como tempo era escasso, subimos com teleférico, que foi bem legal também.

Dica: atrás do Itsukushima Shrine há um transfer gratuito que leva até a estação do ropeway (Momijidani Station). O intervalo de espera do ônibus é de 20 minutos e a viagem leva em torno de 3 minutos.

O passeio até a montanha leva cerca de 20 minutos e ao longo da subida há uma parada para trocar de teleférico. Se desejar, você pode comprar o trecho só de ida e retornar à pé.

Miyajima Ropeway

  • Horários: 9:00 às 17:00 (varia de acordo com a estação)
  • Aberto todos os dias
  • Taxa de entrada: 1000 yen (ida) | 1800 yen (ida e volta)
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O ropeway é fechado.
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Subindo…

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No meio do caminho trocamos de teleférico e continuamos subindo…

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Chegamos na estação Shishi-iwa e fomos conferir a vista que é mesmo maravilhosa! Avistamos até um submarino!

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Até o topo do Monte Misen há ainda um trecho a percorrer, mas esse deve ser feito à pé. Nós não subimos até lá.

Para descer pegamos o ropeway novamente. Passeamos mais um pouco e logo depois já estávamos embarcando de volta ao continente, pois ainda conheceríamos Hiroshima.

Veja outras atrações de Miyajima aqui.

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Indo embora…

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Nós adoramos conhecer a ilha, é linda mesmo!

Hiroshima – um passeio denso e cheio de reflexão

Voltamos à estação de Hiroshima e de lá pegamos o Sightseeing Loop Bus “Hiroshima Meipu ru-pu”, um ônibus turístico que sai a cada 30 minutos e para em diversas atrações. Esse transporte é gratuito para quem tem JR Pass.

Descemos no Parque Memorial da paz (Heiwa Kinen Kōen).

No dia 06 de agosto de 1945, uma bomba cai em Hiroshima provocando uma devastação e destruição sem precedentes. Na cidade viviam, aproximadamente, 350 mil pessoas e cerca de 80 mil morreram. Quase 80% das construções foram totalmente destruídas.

Três dias depois, em 09 de agosto, foi a vez de Nagasaki ser devastada por outra bomba.

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Atomic Bomb Dome (Genbaku Domu). Este edifício foi um dos poucos que permaneceu em pé após a explosão.

Antes da tragédia, a área em que hoje se encontra o parque, era o coração político e comercial da cidade. Por esta razão, foi escolhida como alvo. Quatro anos depois da explosão, decidiu-se que a área não seria reconstruída como era originalmente e sim, dedicada a instalações a favor da paz.

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O Parque Memorial da Paz de Hiroshima é enorme, com mais de 120.000 metros quadrados. Suas árvores, gramados e trilhas para caminhadas contrastam com o centro da cidade.

Caminhando pelo parque você verá inúmeros monumentos e homenagens com frases como essa: “Descansem em paz, nós nunca mais repetiremos o erro”.

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Abaixo, está o Monumento das Crianças à Paz. A estátua é uma homenagem à menina Sadako Sasaki e a todas as crianças que morreram por causa das bombas atômicas que atingiram Hiroshima e Nagasaki.

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No dia em que a bomba explodiu no céu de Hiroshima, Sadako e parte de sua família estavam tomando café da manhã juntos em sua casa. A moradia desabou e todos foram jogados ao chão. Milagrosamente, eles conseguiram escapar. Sadako tinha apenas 2 anos de idade.

Depois que a guerra terminou, a cidade foi sendo reconstruída e a população tentava retomar suas vidas. Sadako voltou à escola e continuou sendo uma ótima aluna.

Dez anos após o bombardeio, Sadako começou a se sentir mal. Algo estava errado com ela. Depois de passar por vários exames, o médico disse que Sadako tinha leucemia e que teria um ano de vida no máximo. Ela tinha apenas 12 anos de idade.

No hospital, Sadako ouviu sobre a “lenda dos mil tsurus”. Tsuru é o pássaro grou, em japonês. Se fizesse mil dobraduras do pássaro, seu desejo se tornaria realidade. Com muita esperança de sobreviver, ela começou a fazer os origamis. A cada um que ficava pronto, dizia a si mesma o seu desejo: “Eu escreverei paz em suas asas e você voará o mundo inteiro”.

A doença progredia, mas ela continuava com sua fé. Infelizmente, Sadako não conseguiu completar os mil tsurus. Seus colegas de classe, emocionados, dobraram os pássaros que faltavam para que fossem enterrados com ela.

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O monumento tem a figura de uma menina segurando um tsuru gigante de papel. Sua construção foi concluída no Dia das Crianças (05 de maio), dois anos após a morte de Sadako Sasaki.

Há uma inscrição gravada na pedra em frente ao monumento que diz:

“Este é o nosso grito,
esta é a nossa oração
para a construção da paz no mundo”

Estima-se que cerca de 90 a 166 mil moradores de Hiroshima tenham falecido em decorrência das feridas sofridas depois da explosão e dos efeitos da radiação.

A história de Sadako voou ao redor do globo e tocou muitos corações. Próximo ao monumento há cabines contendo cartas e milhares de tsurus que chegam do mundo inteiro todos os anos.

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Todos esses desenhos foram feitos com minúsculas dobraduras de tsuru. Impossível não se emocionar.

Continuamos a caminhada e fomos em direção ao Museu do Memorial da Paz. É uma visita bem intensa. Objetos, relatos pessoais, fotos, documentos e maquetes nos relatam todo o sofrimento desencadeado por esse triste e cruel momento da história.

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Jardim que leva ao Museu do Memorial da Paz, localizado ao fundo.

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Esta é a Chama da Paz, localizada no caminho ao museu. A chama está acesa desde 1964. Hiroshima pretende apagá-la somente quando não existirem mais armas nucleares no planeta.

Apesar de ser um domingo, o museu não estava cheio.

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A maquete mostra como era Hiroshima antes da bomba atômica.
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E como ficou após a explosão.
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A bola vermelha simula a bomba. A haste presente na maquete, próximo à plaquinha da frente, mostra o local do hipocentro (o ponto exato de onde se originou a explosão). A bomba foi detonada a cerca de 600 metros do solo. No centro da explosão, a temperatura foi de 1 milhão ºC e, a 3 km de distância, a bola de fogo era cem vezes mais luminosa que o Sol.
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Lembram do edifício Atomic Bomb Dome que postei no início? Ele era assim.
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O antigo relógio mostra o exato momento em que a bomba explodiu: 8:15 am. No museu havia outros relógios, doados pela população, marcando a mesma hora.
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Como todos os objetos expostos no museu, este triciclo guarda uma triste história. O brinquedo era a paixão de um garotinho morto pela bomba. O pai, tentando superar a dor e sofrimento causado pela perda, decide enterrar o brinquedo no jardim da casa da família. Era a última lembrança “viva” de seu filhinho. Anos mais tarde, o brinquedo foi desenterrado e doado ao museu.

Este e outros objetos expostos, juntamente com sua história, têm como objetivo manter a imensa devastação causada pela bomba atômica na memória das pessoas,  de forma a promover a paz mundial.

No museu também há cenários chocantes que retratam o que aconteceu logo após a explosão. As vítimas que não morreram instantaneamente, vagaram pela cidade destruída com seus corpos derretendo.

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Parede com as cartas que o prefeito de Hiroshima enviou a vários embaixadores pleiteando pela abolição das armas nucleares.
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Vista do museu para o jardim localizado em frente.
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Este monumento em forma de arco é o cenotáfio em memória das vítimas da bomba atômica. Sob o arco há uma pedra que registra o nome de cada uma das pessoas que morreram. Todos os anos, no dia 06 de agosto, uma cerimônia é realizada no parque. Discursos são feitos, o cenotáfio fica repleto de coroa de flores e é respeitado um momento de silêncio às 8:15 am, horário exato da detonação da bomba.

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A visita ao museu é imprescindível para quem deseja conhecer mais a fundo a história do Japão. É um passeio triste, mas ao mesmo tempo importante para levar às pessoas a mensagem de paz.

Hiroshima Peace Memorial Museum

  • Horários: 8:30 às 18:00 (até 19:00 em agosto, até 17:00 de dezembro à fevereiro). Entrada até 30 minutos antes de fechar.
  • Fechado: 30 e 31 de dezembro
  • Taxa de entrada: 200 yen

Outras atrações de Hiroshima:

  • Próximo ao museu está localizado o Hiroshima Castle. São cerca de 15 minutos de caminhada a partir do Parque da Paz. O castelo é uma reconstrução, pois o o original foi destruído pela bomba atômica. O belo exterior de madeira contrasta com os prédios da cidade. No interior do castelo há um museu sobre a história do castelo e castelos japoneses em geral e no último andar você pode apreciar uma vista panorâmica da cidade. Veja mais informações aqui.
  • A cerca de 10 minutos caminhando do castelo, você encontra um jardim chamado Shukkeien. Vales, montanhas e florestas são representados em miniatura nas paisagens do jardim. O jardim apresenta muitas características da estética tradicional dos jardins japoneses. Ao redor da lagoa principal do jardim há uma série de casas de chá que oferecem aos visitantes ótimas vistas da paisagem ao redor. Veja mais informações aqui.
  • No centro da cidade encontra-se a rua Hondori, uma rua coberta com muitas lojas e restaurantes.
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Hondori Street: a iluminação do teto mudava de cor.
  • Não deixe de provar a especialidade da cidade: Hiroshima Style Okonomiyaki. Este prato pode ser encontrado nos restaurantes da rua Hondori, na rua Aioi ou em um local específico, o Okonomimura, um prédio com muitos restaurantes que servem okonomiyaki entre outros pratos. Veja aqui a relação de restaurantes, como chegar e como se localizar dentro do prédio.

Nós estávamos voltando à pé para a estação, mas já era noite e estávamos cansados, então resolvemos pegar um eletric car (Dentetsu), também conhecido como Hiroden, da empresa Hiroshima Electric Railway. JR Pass não é válido. À tarde tínhamos consultado a tabela dos horários dos trens e vimos que teria um trem de volta à noite que aceitava o JR Pass, os outros eram Nozomi.

Chegamos na estação e entramos no shinkansen. Aí começamos a achar muito estranho, pois ele estava parando em todas as estações e ficava parado cerca de 3 minutos em cada uma. Resolvemos consultar a tabela novamente e vimos que estávamos em um Kodama! Eu sabia que ele era mais lento, mas não tinha me atentado a esse detalhe das paradas. Quando você está em um local próximo, ok, mas estávamos bem longe and já estava tarde.

Vimos o horário de chegada em Shin-Osaka e era suuuper tarde e ainda teríamos que fazer a baldeação para Kyoto. Lascou de novo.

Resolvemos descer em uma estação que eu não lembro mais qual era. Consultamos novamente e só tinha Kodama e Nozomi naquela hora mesmo. Sim, esse shinkansen estava nos perseguindo… rs. Aí não tivemos escolha, concordamos em desembolsar uma facada e pegar o Nozomi mesmo.

Não sabíamos onde estava a bilheteria daquela estação e fui perguntar para um senhorzinho. Ele não entendia nada de inglês. Eu estava com o meu JR Pass na mão, ele viu e logo começou a fazer esse sinal:

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Eu sabia o que isso significava (veja mais sobre esse gesto aqui), ele estava pensando que nós queríamos pegar um trem com o JR Pass e naquela plataforma não passava nenhum. Tentei explicar que não era isso, que só queria comprar um bilhete. Ele viu um funcionário jovenzinho passando e o chamou para ajudar. Ele falava inglês, então disse que queria comprar bilhetes para o Nozomi. Ele olhando para meu JR Pass quis nos alertar “ah, mas vocês podem pegar um trem gratuitamente com esse passe”. Então expliquei a situação, disse para onde estávamos indo e ele entendeu. Mais do que rapidamente, pediu para irmos atrás dele, que estava quase correndo. Chegando na bilheteria, ele mesmo falou com a atendente e tão logo ela emitiu nossas passagens. O trem chegaria dentro de alguns minutos, então ele nos encaminhou até a plataforma. Agradecemos imensamente a ajuda e entramos no Nozomi (que ironia, não?!). Estávamos aliviados e mais leves (no bolso… rs). Fomos conversando no caminho sobre como os japoneses são educados e prestativos.

Nosso primeiro dia de shinkansen foi em grande estilo! Nunca esqueceremos… rs.

Antes de dormir arrumamos o que faltava, pois era nosso último dia em Kyoto, já estávamos com saudades. No dia seguinte partiríamos para Tokyo.

Himeji Castle

O Castelo de Himeji pode ser encaixado no roteiro de Hiroshima. Apesar de ficar meio corrido, se você não tiver muitos dias disponíveis acho que pode valer a pena, pois o castelo fica no caminho entre Kyoto/Osaka – Hiroshima. E é maravilhoso, todo branquinho!

Nós tínhamos a intenção de visitá-lo, mas não o fizemos. Infelizmente, na época em que fomos (abril/2014) ele ainda estava em processo de restauração, todo coberto. A renovação levou 5 anos e meio e em março de 2015 foi totalmente reaberto ao público.

O Himeji Castle é considerado o castelo mais espetacular do Japão por sua beleza, imponente tamanho e seus complexos bem preservados.  Ao contrário de muitos outros castelos japoneses, este nunca foi destruído por guerra, terremoto ou fogo e sobrevive até hoje como um dos doze castelos originais do país.

Veja aqui sobre horários/datas de funcionamento e taxa de entrada.

Os próximos posts serão sobre nossos dias em Tokyo!

 

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4 comentários

  1. Olá amiga.
    Nossa, mas as cerejeiras iluminadas são lindas hein.
    Meu Deus, tô mais apaixonada rsrs
    Amiga, e esse castelo, que lindoo.
    Que emoção ver de perto.
    Agora Hiroshima, ah eu choro, com o fato, é inaceitável, que um ser humano faça isso com outro ser humano, infelizmente, existe. Que história da menina, a chama que não se apaga desde então…nossa, um passado muito triste, mas que bom que a vida renasce né.
    kkkk amiga, que sufoco no trem bala hein, acho que se fosse eu, seria assim tb kkk, mas que demais andar nele, nossa, fiquei com vontade de andar num desse rsrs

    Bjo
    renovandoacasasempre.blogspot.com.br

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    • São lindas, né… eles capricham na iluminação mesmo!
      É verdade, amiga, não tem como não se emocionar com o passeio em Hiroshima. Inaceitável mesmo.
      Minha nossa, nem me fale, esse trem bala nos garantiu emoções do começo ao fim… kkkk. Ahhh é demais viajar nesse trem!
      Beijooo

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