Passeio por Nara e aventura em Fushimi Inari Shrine ~ 3º dia

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Em nosso terceiro dia de viagem, planejamos conhecer Nara e na volta o Santuário Fushimi Inari.

Primeiro fomos trocar o voucher do JR Pass, pois nós pegaríamos um trem da linha JR. Na Kyoto Station há uma bilheteria da companhia, clique aqui para ver como chegar lá.

Você deverá preencher um formulário e mostrar o seu carimbo de entrada no país, presente no passaporte.

Escolha a data de início de utilização do seu passe, que poderá ser no máximo até 30 dias depois da troca do voucher. Uma vez validado, o seu passe poderá ser utilizado a partir da data escolhida pelo número de dias consecutivos em que ele estiver em vigor. Nós compramos o passe para 7 dias.

Depois de trocar o voucher seguimos para a plataforma 8 da linha JR Nara para pegar o trem, o Miyakoji Rapid train, que faz a conexão mais rápida entre Kyoto-Nara (45 minutos).

Para passar nas catracas das estações era só mostrar o JR Pass, os funcionários checavam a validade e liberavam a passagem.

Desembarcamos na JR Nara Station e pegamos um mapa do parque no Tourist Information. Caminhamos cerca de 20 minutos até chegar lá.

 Nara também foi capital do Japão

Nara emergiu como a primeira capital permanente do Japão a partir de 710-784. Antes desse período, a localização da capital mudava com a morte de cada imperador (de acordo com a tradição, a morte de um imperador contaminava o local para sempre). Porém, no ano 784, o imperador Kammu decidiu transferir a capital para Nagaoka (e dez anos depois foi transferida para Kyoto) para escapar da intriga da crescente comunidade budista em Nara. A influência e as ambições políticas dos poderosos mosteiros budistas da cidade se tornaram uma séria ameaça para o governo.

Devido ao seu passado como a primeira capital permanente, Nara abriga muitos tesouros históricos, incluindo alguns dos  maiores e mais antigos templos do Japão.

É no Nara Park que se concentram as principais atrações. Estava nublado e chuviscando nesse dia, mas mesmo assim decidimos explorar a região.

Kofuku-ji

Foi o primeiro templo que encontramos. A visita à área externa é gratuita, mas a entrada nos edifícios é paga: o Kofukuji National Treasure Museum e o Eastern Golden Hall têm taxa de 600 yen e 300 yen, respectivamente. Se for visitar os dois, a taxa é 800 yen.

O museu exibe parte da grande coleção de arte do templo e é uma visita obrigatória para os amantes da arte budista. Entre as excepcionais peças em exibição está a estátua de Ashura, uma das mais célebres estátuas budistas em todo o Japão. Já o Eastern Golden Hall contém alguns dos tesouros mais famosos de Kofuku-ji: estátuas de bronze do Buda da Medicina e dois assistentes, os Bodhisattvas Nikko e Gakko, os quatro devas celestiais e os doze generais celestiais.

O Kofuku-ji foi construído em Kyoto pelo poderoso estadista Fujiwara como prece pela recuperação de sua esposa, acometida por uma grave doença. O templo foi frequentado principalmente pela família Fujiwara. Alguns anos depois foi movido para Nara, na mesma época em que a cidade tornou-se capital do Japão.

Kofuku-ji gradualmente se tornou um grande templo devido aos seus laços com a influente família Fujiwara. Até o século XVI, a fortuna do templo já tinha diminuído. Durante a restauração Meiji, o governo ordenou a separação dos santuários xintoístas e templos budistas (até o período Meiji, era comum conter nos locais de culto elementos de ambas as religiões). O estado deu benefícios especiais ao xintoísmo, enquanto o budismo foi reprimido como uma religião estrangeira (o xintoísmo tem origem autóctone, é a única religião que pode ser considerada genuinamente japonesa).

Kofuku-ji, no auge do poder Fujiwara, consistia em mais de 150 edifícios. Porém, durante o período de separação das religiões, o templo sofreu grandes perdas, tanto de tesouros históricos como de terras. Hoje Kofuku-ji é a sede da seita Hosso do budismo.

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Alguns dos edifícios presentes na área do templo: o Eastern Golden Hall e a *pagoda ao lado, a segunda mais alta do Japão.

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*Pagoda ou pagode é esta torre característica, construída dentro ou  próximo a templos, para fins religiosos, geralmente budistas.

Abaixo, outro edifício do Kofuku-ji: o Salão Octogonal do Sul (Nanendo), que data de mais de mil anos. O edifício abriga alguns dos valiosos artefatos do templo, mas só é aberto ao público alguns dias por ano.

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O Southern Octagonal Hall

O templo possui mais construções, mas não ficam pertinho um do outro.

Continuamos nossa caminhada pelo parque, estava bem frio!

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Além dos templos, uma das atrações de Nara, são os veados. No parque vivem cerca de mil animais e eles ficam soltos, então é bem comum você se deparar com alguns passeando pelo centro da cidade também.

Estes animais são considerados sagrados e ganharam o título de Tesouro Nacional, devendo viver livres na natureza. Mas não se preocupe, os veados de Nara são dóceis em sua maioria.

Existem algumas barraquinhas no parque que vendem uns biscoitinhos (sembei) especialmente para alimentá-los. Marido se divertiu. Eles vêem que você comprou e já vão em sua direção pedindo. São danadinhos. Aliás, cuidado com papéis, mapas… tudo que está nas mãos eles acham que é comida.

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Os chifres dos veados machos são cortados para não machucar as pessoas e há até uma cerimônia para isso.

Abaixo está o Museu Nacional de Nara que exibe a arte japonesa budista. Há uma coleção com estátuas de Buda, pinturas, pergaminhos e objetos cerimoniais. Nós não entramos. Veja dias/horários de funcionamento e taxa de entrada aqui.

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Museu Nacional de Nara

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Em muitos templos, santuários, jardins, estradas e cemitérios você pode se deparar com pequenas estátuas de pedra. De origem budista, têm aparência de monges e são chamadas Jizo Bosatsu. É considerado uma das divindades budistas mais queridas no budismo.

Jizo cuida das almas dos bebês e crianças que faleceram ajudando-as a alcançar o paraíso. Por esse motivo, é comum vermos babadores ou gorros nas estátuas ou até mesmo brinquedos, água e doces deixados como oferendas.

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Reparem que há uma criança abraçada à estátua da frente e que foram colocadas xícaras com água para todas.
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Esta pagoda de três andares que encontramos pelo caminho faz parte do templo Kofuku-ji.

O parque é bem extenso, nós fomos caminhando meio sem rumo. Em um dado momento nos perdemos e acabamos encontrando um jardim que não estava nos planos. Na placa de entrada dizia ser gratuito para turistas estrangeiros e aí é claro que resolvemos entrar. E foi uma grata surpresa!

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Como dizem por aí: “de graça, até injeção na testa”rs.

Yoshikien Garden

Há três jardins dentro do Yoshikien: um jardim com lagoa, um jardim de musgo e um jardim de cerimônia do chá. Em uma visita a Yoshikien, você tem a oportunidade de ver três variações de jardins japoneses em um único lugar.

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Eu amei os jardins de musgo do Japão!

Foi um passeio muito agradável e tranquilo, só tinha a gente no jardim.

  • Horários: 9:00 to 17:00 (entrada até 16:30)
  • Fechado: de 28 de dezembro até fevereiro
  • Taxa: gratuito para turistas estrangeiros

Ao lado deste jardim há um outro chamado Isuien. Este era pago, achamos o preço meio salgadinho, mas resolvemos conhecer mesmo assim. E novamente fomos surpreendidos!

Isuien Garden

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O local possui dois jardins, um na parte da frente e outro maior no fundo, além de casas de chá espalhadas pela propriedade. O jardim da frente tem uma história mais longa, que remonta a meados do século XVII. O jardim de trás é mais recente e foi construído em 1899 por um rico comerciante. Ao lado do jardim há um museu com uma coleção pessoal de cerâmicas, selos, espelhos e outros artefatos da antiga China e Coréia. A entrada está inclusa na taxa do jardim.

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A foto abaixo é do jardim dos fundos. É lindo demais, transmite uma paz…

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O jardim é super bem cuidado, achamos que valeu a pena conhecê-lo! Dá vontade de ficar lá um tempão.

  • Horários: 9:30 às 16:30 (entrada até às 16:00)
  • Fechado: Terças (ou no dia seguinte se terça for um feriado nacional), exceto em abril, maio, outubro e novembro; Ano Novo e feriado de Obon.
  • Taxa de entrada:900 yen

Depois dos jardins, fomos procurar o Templo Todai-ji que, por sorte, estava próximo.

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Escadaria que leva ao Todai-ji.

Após subir as escadas, há placas indicando o caminho até o templo.

Todai-ji Temple

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O Todai-ji é um dos mais importantes do Japão.

Em 685, o imperador Temmu ordenou que cada família tivesse um altar budista. Seu descendente, o príncipe Shotoku foi mais adiante, decretando que cada província construísse um templo. Alguns anos mais tarde, ele ordenou a construção de um grande templo, o Todai-ji, para ser o principal dentre todos os templos.

Todai-ji cresceu tão poderoso que a capital teve que ser transferida de Nara para Nagaoka em 784, a fim de diminuir a influência do templo nos assuntos do governo.

O salão principal do Todai-ji, o Daibutsuden (Big Buddha Hall) é o maior edifício de madeira do mundo e abriga em seu interior uma enorme estátua de Buda (Daibutsu), de 15 metros de altura e 500 toneladas! Na verdade, o templo atual é uma reconstrução realizada em 1692 e tem apenas 2/3 do tamanho original. Deveria ser gigantesco!

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Detalhes…

O Grande Buda de Nara foi feito de bronze e está sentado numa flor de Lótus. Seus olhos têm um metro de largura. Ao lado dele há dois grandes bodhisattvas (que é o estágio antes de se tornar Buda).

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Um dos bodhisattva que fica ao lado do Grande Buda.

Também podem ser vistas as estátuas de dois guardiões, Komokuten (com um pincel na mão), Guardião do Oeste e Tamonten (segurando uma pagoda), Guardião do Norte.

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Os guardiões Komokuten e Tamonten.
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A maquete mostra como era o Todai-ji originalmente. A construção que abriga o Buda era mais larga que a atual e ainda havia duas grandes pagodas, mas estas foram destruídas por terremotos.

No salão do fundo há uma pilastra com uma pequena abertura na base. Dizem que quem consegue passar pelo buraco terá muita sorte na vida. Tinha bastante gente na fila esperando para tentar, ficamos observando um tempo, foi bem engraçado… rs.

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Eu não tentei, fiquei com medo de entalar… rs.

Do lado de fora, há uma estátua meio assustadora com uma capa vermelha. É o Binzuru, o discípulo não obediente de Buda.

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Binzuru é conhecido por seu poder de cura – e amor pela bebida.

Um dia, o Buda pediu que ele visitasse um homem, cuja família era atormentada por espíritos malignos, com instruções de exorcizá-los e partir sem cair em tentação. Binzuru baniu os espíritos da casa e, para comemorar e agradecê-lo, o homem ofereceu insistentemente uma bebida a ele.  Depois de repetidas ofertas, Binzuru resolveu aceitar para não ser rude com seu anfitrião. Não demorou muito para que ele estivesse bêbado e os espíritos voltassem.

O Buda, ouvindo isso, baniu Binzuru de sua companhia. Binzuru, cheio de arrependimento, seguiu o Buda ao redor do país e sentou-se fora da tenda do Buda para ouvir seus sermões. Em seu leito de morte, o Buda, sabendo de sua lealdade, chamou Binzuru e o perdoou. Ele pediu para que Binzuru permanecesse no mundo como um curandeiro. Assim, ele encontra-se sempre do lado de fora do templo para que as pessoas venham até ele para aliviar o sofrimento. Acredita-se que se você esfregar a parte da estátua que corresponde à parte do corpo que está doente, ela será curada.

Ao lado do templo, encontra-se o Museu Todai-ji, que mostra a coleção de arte religiosa do templo.

Daibutsuden (Salão do Grande Buda)

Horários:
8:00 às 16:30 (Novembro à Fevereiro)
8:00 às 17:00 (Março)
7:30 às 17:30 (Abril à Setembro)
7:30 às 17:00 (Outubro)

Abre todos os dias

Taxa de entrada: 500 yen

Ainda no complexo do Todai-ji há outras atrações como o Nigatsu-do e Sangatsu-do, que ficam no alto da colina e oferecem uma vista bonita da cidade e do parque. Nós não fomos até lá, pois já estava tarde e ainda queríamos conhecer o Kasuga Taisha.

Do Templo Todai-ji até lá foram cerca de 30 minutos de caminhada.

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Veados que encontramos pelo caminho.

Kasuga Taisha e suas lanternas maravilhosas

É um santuário xintoísta, famoso pelas três mil lanternas de pedra que margeiam o caminho até o templo e pelas centenas de lanternas penduradas nos corredores vermelhos.

Foi construído pela primeira vez em 710 e demolido e reconstruído 50 vezes ao longo dos anos. De acordo com a tradição xintoísta, os templos eram demolidos e reconstruídos iguaizinhos a cada 20 anos!  Este costume foi descontinuado, a construção atual data de 1863. As lanternas são acesas no início de fevereiro e em meados de agosto apenas. Deve ser um espetáculo.

A entrada na parte externa é gratuita, mas o museu e o Jardim Botânico são pagos.

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As lanternas presentes no santuário foram doação de devotos.

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O santuário é muito bonito, nós adoramos, valeu a pena a andança toda até lá. Veja mais informações, horários e taxas de entrada aqui.

Depois de rodar o parque todo, resolvemos voltar à JR Nara Station. Mais meia hora de caminhada… dá-lhe pernas para turistar no Japão! Não pegamos táxi, pois queríamos ver as ruas e as lojas.

No caminho de volta para Kyoto, tinha planejado descer na estação JR Inari Station para visitar o santuário Fushimi Inari. Já era fim de tarde, mas o local fica aberto 24h, todos os dias. Ah, e é gratuito!

Saindo da estação, caminhe para a esquerda, há um mercado chamado Daily Yamasaki. Entre na rua em frente à esse mercado e de lá você já enxergará o torii vermelho. A caminhada é rápida.

Fushimi Inari Shrine e os milhares de toriis

Fushimi Inari é o mais importante dentre centenas de santuários dedicados a Inari, o deus do arroz. Para os japoneses, este alimento significa fartura e prosperidade.

É famoso pelas trilhas formadas por milhares de toriis (os portões vermelhos), os quais dispostos paralelamente, dão origem a extensos túneis morro acima.

Há muitas estátuas de raposas espalhadas pela propriedade, elas são mensageiras de Inari e caçam os ratos que comem o arroz.

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Na propriedade há algumas construções, locais para oração e na parte de trás se iniciam as trilhas de 4 km morro acima.

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A piada do dia: meu marido escolheu a roupa ideal, foi disfarçado de torii… rs.

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Começando a trilha…

Os toriis ao longo de toda a trilha são doações de indivíduos e empresas. Atrás ou na lateral de cada um você encontra o nome do doador e a data da doação. O custo de um torii pequeno gira em torno de 400.000 ienes e aumenta para mais de um milhão de ienes para um de grande porte.

Nem todos os devotos têm condições de doar um torii, então alguns doam barris de sake (pois são produzidos com arroz) e outros doam pequeninos toriis, que também podem ser vistos pela trilha.

Curiosidade: Neste santuário foi filmada uma cena do filme “Memórias de Uma Gueixa”.

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Em algumas partes há bifurcações e você escolhe o caminho a percorrer.

Já estava anoitecendo e o cansaço não era pouco, mas pensamos “já estamos aqui, sabe-se lá se um dia voltaremos, então vamos subir para não nos arrependermos depois”.

No começo até que estava tranquilo, nada muito íngreme, mas mais pra frente começaram as subidas e degraus.

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Nós seguimos em frente e ainda por cima num ritmo alucinante, pois não tínhamos lanterna e nossos celulares estavam quase sem bateria. Alguns trechos têm iluminação, outros não.

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Em alguns locais há algumas paradas com lojinhas e aquelas máquinas de bebidas. O engraçado é que em algumas ocasiões, deixamos de comprar água para pegar mais adiante. E aí quando fomos ver, o preço subia de acordo com a altitude… rs. Achamos #sacanagem, mas depois ficamos imaginando o trabalho para levar as máquinas lá pra cima.

As pernas já estavam moles quando chegamos num local que parecia o final da trilha. A vista lá do alto era de suspirar…

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Mas não era o fim da trilha, ainda tinha mais caminhada e lances de escada pela frente.

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Só tinha a gente lá em cima e estava cada vez mais escuro, mais silencioso. E sinistro, muito sinistro! Já não tínhamos mais as luzes dos celulares e andávamos no breu. De repente começamos a ouvir uns miados de gato de arrepiar os pelos do braço e logo depois sons esquisitos de pássaros, parecia trilha sonora de filme de terror.

Sério, deu medo.

Chegamos lá no topo e era fim da trilha. O lugar tinha ares de cemitério, dá só uma olhada… não era, mas à noite tudo fica diferente.

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No Japão tem bastante história de espíritos, coisa e tal, né?! É claro que me veio isso na cabeça.

Olhamos tudo rapidamente e decidimos ir embora.

Havia um outro caminho para descer, mas como estávamos sem iluminação, decidimos fazer o mesmo trajeto, já conhecido por nós. No meio do caminho encontramos duas japinhas descendo com a lanterna do celular ligada e meio que pegamos carona com elas.

A descida foi super rápida, logo já estávamos embarcando no trem de volta à Kyoto.

O Fushimi Inari Taisha vale a visita, é impressionante a quantidade de toriis e é bem legal caminhar pelas trilhas. Se for ao anoitecer e celular sem bateria fica mais emocionante ainda… #ficaadica rsrs.

E assim foi nossa aventura no 3º dia de Japão! Acompanhe o 4º e 5º dia

no próximo post!

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2 comentários

  1. Olá amiga.
    Nossa, o japão é lindo demais.
    Quanta história dos templos né.
    E eu tô aqui boquiaberta com a tua memória, eu que fui pra Israel no ano passado, vejo algumas fotos e já não lembro mais onde era kkkk
    E esses veados, amiga, eu ficaria com medo de chegar perto, vai que eles atacam rsrs
    Nossa, viagem inesquecível hein.
    Bjo
    renovandoacasasempre.blogspot.com.br

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    • É lindo mesmo, amiga! De encher os olhos.
      Nossa, cada templo guarda uma história e tanto…
      Muita coisa eu achava que tinha esquecido, mas conforme fui vendo as fotos, as lembranças vieram à tona. Deu uma baita saudade! Ah e claro, bastante informação tinha no roteiro que fiz qdo viajamos.
      Num primeiro contato com os bambis eu tbm fiquei receosa, mas eles só chegavam perto para ver se vc tinha comida mesmo rs.
      Em Nara tava um frio lascado, mas aproveitamos demais da conta! 😀
      Beijooo

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